interessado em alguma bobagem

quinta-feira, 21 de julho de 2011

lista de desejos (Wishlist)

Eu desejo:

  1. falhar muito
  2. quebrar a cara
  3. perder uns dentes
  4. cair da sacada
  5. ralar o joelho
  6. quebrar os óculos
  7. levar pancada na cabeça e ver o mundo girar
  8. errar mais um pouco
  9. perder carteira e ficar duro
  10. tropicar e perder a pele da cabeça do dedão
  11. cortar o supercílio e sangrar até ver minha pressão abaixar
  12. curtir a vista escurecer
  13. levar o maior dos tapas na cara
  14. chorar
  15. chorar de dor
  16. amar
  17. chorar de amor

 

Porque assim eu erro menos,

e depois eu erro mais um pouco…

 

perco…

 

  1. deixo de ter o proveitoso ou necessário, que possuo
  2. sofro dano, ruína
  3. desperdiço
  4. dissipo
  5. menosprezo
  6. deixo de gozar, de atender
  7. deixo passar despercebido
  8. decaio meu conceito, crédito
  9. esqueço
  10. perco a vergonha, a educação, a cortesia
  11. sou vencido
  12. erro caminho e não acho saída
  13. arrebato-me, desvairo-me, desoriento
  14. entrego-me aos vícios
  15. perverto
  16. peco
  17. e caio em desuso

e assim erro menos.

 

desinteressado ao dobrar a esquina do cotidiano

 

 

“I wish I was a sacrifice

but somehow still lived on

I wish I was a sentimental

ornament you hung on

the Christmas tree, I wish I was

the star that went on top

I wish I was the evidence

i wish I was the grounds

for fifty million hands up raised and opened toward the sky

I wish I was a sailor with

someone who waited for me”

 

 

alguém que esperasse por mim não poderia sofrer

desculpe-me

quarta-feira, 13 de julho de 2011

a popularidade intimista que convidou “eu-mesmo”

deixo perceber os princípios de meu espelho.

Legítimo: moletom com capuz.

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Propósitos não puros, não genuínos.

Não é minha autenticidade que conquista,

(eu não sou conquista,

meu eu-eu mesmo não é auto-estima)

são retratos de menino que caiu nos buracos de coelho de Lewis Carroll

E isso que o “eu” mostra no sorriso.

 

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Não é meu caderno escolar ou laudo,

é o bem/mal pensado transpirar sangue e lágrimas.

 

Sou abusado dia-a-dia pelo “eu”.

Meu “eu-sou” sofre assédio moral do “eu-querem”.

sinto  abandono.

convoco num capricho:

“eu” ímpeto de cólera

e

quando vem?

“Opimião”

“Curltura”

“Relijião”

“Pulítica”

 

“Fami-gerada-lia”

------------------

Celebro meus descasos com a felicidade de

estar em casa.

Vibro com meu mais singelos rompantes

de dizer: “eu amo”

 

Na rua lateral, está tudo pronto.

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E eu posso ser o Exterminador do Futuro

ou sugerir “não pense”

levitar

com 1000 ferraduras sob os pés.

 

Encarar de modo …

… desdém que acompanha ….

…liberdade de lixo…

Não há empecilhos …

Eu fico deprimido?

… para ver com simplicidade.

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Minha quantidade imensa de frustrações é a maneira mais fantasiosa de respeitar o modo como eu me livro de todas elas.

 

Profano

Faço piada com o perigo?

 

Com meu pai

converso mais de 27 segundos , pelo telefone.

Com minha mãe

discuto a cada dez minutos.

Com “eu”

faço o desvio da felicidade há 27 anos.261931_234177989937853_100000369608433_791219_1620893_n

sexta-feira, 8 de julho de 2011

minha herança na terra da Fazenda Honorana

E se foram os “prazos finais”

E o cheiro de cravos parece impregnado nas minhas pestanas…

E minha pálpebra anda meio que mofada de tão úmida…

Foram 50 dias.

Eu nunca marquei tanto com meus passos a terra que sobrepõe os “sete palmos”.

Mas hoje ainda mencionei: “não se joga mais terra sobre os caixões”.

É tudo tão cimento e mármore.

E assim, tão cimento e mármore, se tornaram os vínculos.

O alguém que esteve ausente, tornou-se o quase sempre triste, esquisito e nada popular.

Eu não sou bom fisionomista com pessoas que não vejo há mais de 15 anos.

De família que não conheço, a não ser por nome mencionado nas conversas de adulto, na Honorana.

Mencionados sob a varanda grande

frente a um pomar frondoso

junto a biscoito de polvilho recém saído do forno de fogão a  lenha

em cafés da tarde realizados ao meio-dia

relacionados a gado, café e terras

divisas, cercas e histórias

junto a escada que marcou meu rosto aos 3 anos

junto a família que eu vi esfacelar-se com o tempo

e com os vínculos inversamente proporcionais ao apego sórdido pelo dinheiro…

Minha herança.

Eu herdei o mármore e o cimento da tristeza e afastamento

do chorar sozinho, meio que escondido

pois ante a lápide, me imputaram a dureza do concreto

queria, contudo, a água em terra fofa… gerando  lama..

uma lama que suja, que impregna e que não há marreta no mundo que desfaça

Minha família foi concreto de pouco cimento, que ao menor contato se esfarelou em areia…

A areia que o Rio Pirapitinga levou.

E daquele tempo de criança, eu recordo da lama que impregnada nas bermudas das crianças o tempo lavou.

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A Fazenda Honorana me dói assim como “ralado” em concreto grosso.

Todavia, de uma ferida que veio de sorriso de criança arteira.

De tombos escondidos da mãe que ordenava ficar quieto.

Dói como as lágrimas engolidas.

Dói como saber que, depois do banho, a casquinha de sangue coagulado se desfaz.

Minha vó teimava em passar arnica ou mertiolate.

O mertiolate nunca mais foi o mesmo depois que parou de doer.

Doía pra burro.

Eu nunca pensei que esta recordação um dia me reconfortasse.

E eu nunca mais vou escutar o “bundudo”

os novos “sem vergonha” nunca terão a mesma inocência.

Eu nunca mais quero ir à Honorana.

Pois ao chegar eu sei que vou sentir falta de alguém que estava ali,

escondido em algum canto,

pronto pra me receber com o susto mais previsível do mundo.

Hoje o mato deve estar grande, não deve haver mais lenha em frente o jardim.

Não há mais quem me acompanhe para pescar lambaris com peneira.

As amoras, as mangas e as jabuticabas devem ter o gosto amargo de passado.

Do biscoito de polvilho, só resta o azedo do tempo.

Eu revirei os álbuns de fotos antigas e foi ali que encontrei o pior veneno que minha avó salientava haver nas cobras que se escondiam pelo pasto.

O veneno saudade.

O veneno de não saber mais.

O veneno da lembrança de como aquela época foi boa.

Numa foto estavam todos os netos.

Todos de olhos sedentos pelo futuro cortar bolo de aniversário de 9 anos.

Eu não preciso nunca voltar a Fazenda Honorana.

Pois há um pedaço de mim que está lá.

E como dói saber que ainda há natal, mesmo depois daquele em que passamos todos juntos aguardando o Papai Noel.

 

Com muitas saudades de “Dulce”, “Dona Ana” e “Seu Norico”.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

porque eu ganhei com Bolsonaro

“Após comemorar com a frase "Chuuuuupa viadada" o arquivamento da representação contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) nesta quarta-feira (29) no Conselho de Ética da Câmara, seu filho, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PP), disse à Folha que vai responder na mesma moeda todas as acusações que sofrer.” Folha.

Eu sou Brasileiro.

Chuuuuuupaaaaaa Bolsonaro:

“Eu tenho de transcrever. Um pequeno plágio, desculpe KK.”

 

Porque você não precisa. (uma pequena contribuição ao 28 de junho)

Hoje é dia do Orgulho LGBT e as Blogueiras Feministas convocaram uma Blogagem Coletiva sobre o tema.

E, como sempre, para cada movimento que o movimento (!) LGBT dá, uma enxurrada de ações contrárias emerge de um limbo de preconceito, ignorância, má fé e, claro, homofobia.

É difícil identificar o pior ou o mais desonesto dos argumentos usados pelos homofóbicos para atacar a luta LGBT ou para mascarar seu preconceito. Mas uma leitura só um pouco mais atenta desses discursos raivosos e infundados pode ajudar a identificar alguns tristes padrões.

O primeiro é a ideia de que a luta em questão tem por objetivo (ou por consequência, que seja) a retirada de alguns direitos dos homens-brancos-heterossexuais-classemédia-cristãos. Simples: conceder direitos a minorias não serve nem nunca servirá a retirar direitos dos demais. Conceder direitos a minorias serve a EXCLUIR privilégios, condição obviamente não desejada por um Estado Democrático de Direito baseado na igualdade e na garantia dos direitos fundamentais. E se você sustenta, assim, que a luta LGBT pretende lhe retirar direitos, assume com isso (ainda que não oficialmente) que não quer abrir mãos de seus privilégios e de seus... preconceitos.

Em segundo lugar, vem o discurso dos que sustentam que a luta LGBT pretende fazer de todos homossexuais, criando a malfadada heterofobia. Se anos de uma estrutura social heteronormativa não alcançaram o resultado (e nem seriam, por óbvio) de convencer todos a assumirem uma orientação heterossexual, mesmo com toda força das muitas instituições sociais que a apoiam, o que te faz pensar que o contrário seria possível? Eu só queria que a força do seu medo, não te impedisse de ver o absurdo de seu argumento e de seu... preconceito.

Ou ainda você pode dizer que sua opinião, seu #orgulhohetero, são apenas a manifestação de sua liberdade de expressão, de seu direito de sustentar não gostar do "sujeito com outra orientação sexual". Em sua posição PRIVILEGIADA, esquece, mais uma vez que o "direito à livre expressão do pensamento não se reveste de caráter absoluto, pois sofre limitações de natureza ética e de caráter jurídico. É por tal razão que a incitação ao ódio público contra qualquer pessoa, povo ou grupo social não está protegida pela cláusula constitucional que assegura a liberdade de expressão." Sua pretensa liberdade de expressão, ainda que antecedida pelo já clichê "eu não sou preconceituosa" ou "eu até tenho amigos gays" serve apenas como uma auto-escusa de consciência e para esconder seu... preconceito.

E se, por último, você diz ser legítimo não desejar um funcionário homossexual, apenas porque é seu "direito" assim proceder, é sua escolha, assim como aquele "escolheu ser homossexual", mais uma vez seu argumento é desonesto e de má fé. Afinal, apenas um pouco de boa vontade e informação leva ao conhecimento de que a homossexualidade é orientação e não opção. Mas você, sim, escolheu seu... preconceito.

 

E, por favor, não use a Constituição Federal para sustentar seu discurso homofóbico. Sua função está longe de ser esta que você propõe. Sua função é exatamente a contrária, como disse a Min. Carmen Lúcia: "Contra todas as formas de preconceito, contra quem quer que seja, há o direito constitucional."

 

 

 

 

 

Aí:

“Aí um amigo querido entra no blog e comenta "te amo". Dia ganho...
Amo tu, Ju, você é a minha prova mais querida que brigar e lutar valem a pena, sempre. Você pode achar que não, mas é exemplo e vencedor (clichezão né, mas deu para entender!) ” KK.

 

Aí… Chupaaaaaa Bolsonaro.

Porque lutar vale a pena. Vencedor nem sempre é aquele que sai com a vantagem do placar, mas aquele que tem a cabeça erguida.

sábado, 25 de junho de 2011

a dança do invisível

- Eu só segui o fluxo.

“Eu seria infeliz se fosse feliz”

- Não fui eu quem mais mudou. Mudaram comigo.

- …

-Isso é hoje. Ah! Ontem um pouco.

- …

- Mas, não vai ser sempre assim.

- …

“Os sonhos não são perfeitos. Eles se tornam realidade, não liberdade.”

- É cansaço. Não de cansaço, cansaço. É um cansado de um modo geral. Uma falta de vontade. Tem muita coisa que eu não sei explicar.

- …

- Eu sei sim. Não sou muito paciente, mas espero. E tipo, eu tenho meus planos. Mas eu sei estragar tudo que espero demais.

- ….

- É. Eu sei. Tudo não está ali para que se possa tirar o melhor proveito possível.

- …

- Quer saber? Eu sou ansioso, confuso e inseguro quando olho para minha imagem refletida no espelho.

-…

- Nem que seja condenável, mas eu me afoguei no meu passado.

- …

- Ah, isto? São as marcas das correntes e dos cadeados.

- …

- Lembrança?

- …

- Eu guardo mais é meu medo de fundo de gaveta.

- …

- Eu respeito. Eu sei respeitar as regras. É como um ensaio.

- …

- Já pensou se eu lhe chamasse para dançar?

- …

- Não, eu sei que isso não me torna menos idiota e egoísta. Torna?

- …

- É simples, eu só não quero o resto do mundo conosco.

- …

- Oh baby, digamos que… ah… sei lá… cometemos erros.

- …

- Não sou bom para com o outro? Mas na dança, tem quem há de conduzir.

- …

- O que está havendo? Nada? É, estou mesmo confuso.

- …

- Foi como no ensaio. Você pisa no meu pé nos passos mais difíceis.

- …

- Faz sentido.

- …

- Ajuda? Não, não é preciso.

- …

- Pega uma cerveja pra mim. Ah, vê se deixei o isqueiro ai na cozinha. Caramba, como eu sou mestre em perder meus isqueiros.

- …

-Agora? Cara, por mim, eu não sei de mais nada.

- …

- Nossa! Boa mesmo essa música.

- …

- Não, me desculpe. Eu estou cansado. Muito cansado.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

o sibilar dos anjos na balada de um palhaço

“Nem tudo o que é torto é errado. Veja as pernas do Garrincha e as árvores do cerrado.”
Nicolas Behr

 

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Há dias que concretizo toda as minhas pesquisas quanto as conversas do palhaço.

É de digestão difícil beber das fontes inesgotáveis da esperança.

E não há desistência… há discussão entre a quebra do paradigma da loucura e da normalidade.

 

Sou eu cidadão.

Sou eu consumidor.

Sou eu frente ao mundo mercadológico.

Sou eu frente a ruptura.

Sou eu frente ao passado de escolha.

Sou eu ideologia.

E eu fui Engenheiro.

Mas explorei o sarcástico caminho do ser Ambiental.

 

Desenvolvido junto ao público de algo programado e nada experimental.

São estreias formais de derrotas diligentes.

Conduzimos o encontro do real e do ridículo.

Oferecendo o pluralismo do: Eu palhaço.

Sem riso ou sim.

Num nível de interação público tal que a interferência do cotidiano urbano não perde o hábito…

… de tornar-me mister na arte do palhaço.

Mantendo-me com fôlego

…sem desistir do coletivo (des)necessário.

 

E cenário?

Fato.

Ponto.

 

“As vezes a mais pura verdade mora na simplicidade !”

 

Não há apreensão estética…

não há mímica…

não há canto…

Não há de existir possibilidade de novo…

 

Há apenas: O que dizer? / Como dizer?

 

Há o que não se pode responder.

E há um momento “todas as respostas”.

E o palhaço retoma o riso e o carma de fazer sorrir.

Do sibilar do anjo vem mais que a “contação de história” ou toda e qualquer musicalidade.

Vem a mais pura de todas as verdades.

 

Não há mais técnica de improvisação…

não há mais quem queira o foco

há silêncio

e não há quem queira o verdadeiro nariz do palhaço.

 

O Bufão perde o compasso…

… é inebriante o final de “O Lago dos Cisnes”1 de Tchaikovsky.

 

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Eu pinto novamente a cara.

 

 

 

 

“Em caráter, em comportamento e em todas as coisas, a suprema excelência está na simplicidade.”

Henry Longfellow

E aquele lugar lá na frente foi seu. Mais um minuto e tudo que sonhou foi verdade. Não há no mundo quem não entenda sua felicidade. Que o lugar é seu. É de quem nasceu para brilhar. A hora da estrela vai chegar. Ninguém vai duvidar. Não hoje, não mais, nem nunca, jamais.2

 

 

_____________________________

Ao cidadão desconhecido que reavivou meu sorriso de palhaço.

_____________________________

 

 

1: O Lago dos Cisnes (em russo: Лебединое Озеро, Lebedinoye Ozero) é um balé dramático em quatro atos do compositor russo Tchaikovsky e com o libreto de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer. A sua estreia ocorreu no Teatro Bolshoi em Moscovo no dia 20 de fevereiro de 1877, sendo um fracasso não por causa da música, mas sim pela má interpretação da orquestra e dos bailarinos, assim como a coreografia e a cenografia. O balé foi encomendado pelo Teatro Bolshoi em 1876 e o compositor começou logo a escrevê-lo. (Fonte: Wikipédia)

2: Livre adaptação do texto de “A hora da estrela” do Pato Fu.

terça-feira, 31 de maio de 2011

pôr-do-sol de minhas “críticas da razão pura”

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Ocaso.1

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Hoje é o último dia de maio.

Amanhã é uma nova metade.

E do pretérito de 2011 fica o ocaso.

decadência.

 

As cicatrizes e um tanto de angústia nos olhos.

 

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um pouco mais de faculdade da razão ao julgar os próprios atos.

 

 

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Sinceridade.

Ciência de que  há ação que causa remorso.

Opinião.

Cuidado, atenção, esmero.

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Mais medo.

 

 

 

 

 

 

 

EU SOU AUSÊNCIA167107_185513381470981_100000369608433_521899_6137965_n

 

 

 

 

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EU FUI AUSÊNCIA

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“Revolução copernicana”.

Vislumbrei a necessidade de tirar-me do centro do universo.

Desvencilhei-me do “conhecimento puro”.

Eu não sou mais anterior a experiência.

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Tenho reais duvidas: meus predicados estão no sujeito?

empírico.

Kant, esta foi a minha “Crítica da razão pura”.

Minha impossibilidade de conhecer as coisas em si mesmo.

Minhas desequilibradas formas de conhecer as coisas tal como as percebo.

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Placebo.

Voltaire, quão tolas foram suas liberdades individuais?

Diderot e D’Alembert, eu não confio no progresso humano.

Jean-Jacques Rousseau (que nome lindo) a liberdade que desfruta o selvagem é como sua espera pela fada do dente.

Ruborizado. Berkeley! Ser é mais do que passa por meus olhos.

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Mas no dia seguinte ao de hoje

seguinte ao hoje…

sinto saudade.

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1 :período do dia em que ocorre o pôr-do-sol

sexta-feira, 27 de maio de 2011

dis – fa(z) – r – c(s)e / o jogo de Deus

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Tenho passado dias que minhas feições vestem outras.

Tenho tapado as lágrimas com sorrisos amarelos de dor de dente.

Tenho tentado tornar-me, imutável, presença.

Arrisco os mais falsos sorrisos.

Tenho tido medo.

Tanto medo.

 

…com indelével raiva do mundo,

… brinco, infantil, de pique-esconde, onde não encontro…  Deus.

Deus?

“Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que mundo, em qu´estrela tu t´escondes ”

 

Onde?

Só pergunto: Onde?

 

 

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Meus questionamentos rastejam por entre cacos, espelhos do meu  “eu lembro”

 

 

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O que é da vida de quem ganha?

… sem presença?

 

 

Ausência?

 

 

Palavras, fragmentos… ao vento…

Doce ou amargo… do que importa por agora?

Ser feliz como outrora?

 

Por dentro, apago o cigarro da vida na sola do sapato.

Que andou pelo solo do erro.

Que foi regado pelas lágrimas de tanto medo.

 

E a aberração sente dor.

Sim, sente.

Medo.

 

Eu tenho as marcas de quem, solitário, lembra.

 

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E meu amigo oculto dói.

 

Sim.

Porque meus natais nunca mais serão iguais.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

impressões ante epitáfio

Ela descansou.

 

Dona Ana esvaiu lentamente e com uma lucidez que me impressionou.

“Na segunda nos discutimos História do Brasil e alguma coisa de geografia…”

Normal, seria se esta conversa não houvesse ocorrido com minha mãe na véspera do falecimento de sua  mãe.

Terça… o tempo parou.

O tempo acabou.

 

O câncer é uma espera de tempestade.

E quando as nuvens negras aproximam-se, reprimimos a tristeza.

Nos conforta um “estar bem” perturbador de irreversível passar do tempo.

Desfecho.

 

E aí cabe a fixação prolongada dos olhos sobre o que já esteve lá…

Contemplação…

Velório e sepultamento podem ser palavras que estão em qualquer dicionário.

Mas só se apossam de sentido quando estão entre as primeiras palavras do nosso livro de acordar, ir ao trabalho e atender aquele telefonema….

 

Eu não creio que se possa habituar com isto.

Eu não creio em tanta coisa…

Dar fé a cada lágrima é difícil… ainda mais quando tudo estava assim tão próximo de uma perturbação familiar constante.

Aproximadas 12 horas ligaram aquele telefonema ao som torpe daquela porta de carro batendo.

Há momentos que são mais que imagem, são impressões que trazem o “causar horror”.

Aquele trajeto: ajeitar a mochila, abrir a porta de trás, pegar a mala, atravessar a rua, comtemplara a rampa da vigília…

Foi tão brutal. Um silêncio. Um cambalear desconfortante.

Eu não sei e acho que nunca ninguém aprende como descrever.

Mas é singular, é como se na minha mais longínqua lembrança eu pudesse me recordar daquele deixar de mala no chão e do tropeço de degrau.

E minhas pernas não me obedeciam…

Os presentes eram incólumes a minha constatação.

E minhas impressões foram rápidas como as lembranças do fogão de lenha da casa da vovó.

Não contive lágrimas. Não contive minhas pernas que teimavam vacilar.

 

Dona Ana fez-me menos imediatista.

Dona Ana fez-me frágil.

E absolutamente não há atenção ou resposta a cada “meus pêsames” que se ouve.

Eu não sabia o que responder.  Não sei.

E aquela, inerte, a menos de um passo era minha “causa”.

Era motor de tudo aquilo que passei.

Era vovó.

E aquilo era pêsames?

E eu passei aquele tempo sem compreender bem o conforto que me fazia soluçar mais.

Minha solidão meio sem sentido fez uma ruptura com “eu” e “eu”.

O irreversível arrebenta.

E eu: não creio?

Dona Ana me destruiu.

Destruiu pelo simples fato de ali inerte não me dizer nada.

“Como estava?”

“Onde estava?”

“Como era?”

O descer torpe a sepultura só foi mais lento que as lágrimas que não controlava em minha solidão mais interior.

É como se ali estivesse o terminar tudo.

Eu sentei e chorei.

E ali, marginal, eu quis crer nos mais lindos sorrisos.

Nos mais sublimes cheiros de madeira queimada.

E ali, a terra, que até antes julgava torpe, tornou-se familiar.

 

E o que eu nem sei… Dona Ana… um dia vou eu.

Corriqueiro… arremessei pedras pro lago que era eu mesmo

…restaram meus propósitos de ingressar no conturbado  não sei.

 

Eu não ouvi no rádio… Faleceu hoje…

sábado, 14 de maio de 2011

da dúvida na presença de amanhã

“A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.” Victor Hugo

O mais perto que perdi foi um gato que me acompanhava nos estudos adolescentes.

Lidar com perda é estranho.

Saber que a perda está tocando a campainha é mais estranho ainda. Dá vontade de pedir para que ela toque a campainha e corra muito.

Fugir desta consciência é covarde.

Eu me sinto culpado por não lembrar dos últimos momentos que passei com minha avó materna.

Mas eu lembro da comida de fogão de lenha dos domingo.

Eu lembro do jiló e do quiabo.

Eu lembro de não misturar manga com leite.

Eu lembro do receio de cobra quando ia pescar no córrego.

Eu lembro dos presentes de aniversário e natal.

Eu lembro das viagens a Unaí.

Eu lembro da ausência em Ouro Preto.

Eu lembro das aulas em momentos inoportunos.

Eu lembro da perspicácia geográfica.

Eu lembro dos caminhos da roça.

Eu lembro das moedas que ganhei para comprar bala.

Eu lembro de um amor que não sei explicar

Eu lembro de gritar vó.

Eu lembro de festas de fim de ano infelizes.

Eu sinto o gosto do biscoito de polvilho azedo.

Eu lembro de todos os deslaços familiares.

Eu lembro de rolar de rir na varanda da casa.

Eu lembro dos dias que doava meu quarto.

Eu lembro das lágrimas raras de minha vó e do dia que ela chorou ao ver a imagem da mãe que perdeu tão cedo.

Eu me recordo de seu medo de cemitério.

Eu me recordo de todas as vezes que senti vergonha ou saudade.

Eu escuto a TV anunciar os números da Telesena.

E como se estivesse lá…

eu sinto seu momento frágil

e eu sinto um desvair lento

Eu sinto o desvair lento.

E assim de repente minhas lágrimas descem pelo rosto.

“Ela precisa descansar”

E recordar a fala de minha mãe dói de uma maneira estranha.

Tão sem palavras pra descrever.

Vovó.

Assim como fechar a porta daquela casa.

Assim como ver o mato alto e a ausência de madeira para o fogão de lenha.

….

não sei como terminar

sexta-feira, 6 de maio de 2011

a justiça que independe do meu Deus… tenho esperança e sou livre…

"Uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes. O tribunal lhes restitui o respeito que merecem, reconhece seus direitos, restaura sua dignidade, afirma sua identidade e restaura sua liberdade." Ellen Gracie

"O órgão sexual é um plus, um bônus, um regalo da natureza. Não é um ônus, um peso, um estorvo, menos ainda uma reprimenda dos deuses" Ayres Britto

“Quando as pessoas que exercem poder no mundo irão acordar para algo que está acabando [referindo-se à destruição da família] e que, ao acabar, tira a possibilidade da esperança da sociedade?".  Dom Joaquim

 

Quer saber? Toma Dom Joaquim… Vai pra PQP….

domingo, 1 de maio de 2011

fuga

Moby–Slipping Away
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Slipping Away

Moby

 

All that we needed was right

The threshold is breaking tonight

Open to everything happy and sad

Seeing the good when it's all going bad

Seeing the sun when I can't really see

Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today

All that I needed I never could say

Hold on to people they're slipping away

Hold on to this while it's slipping away

All that we needed tonight

Are people who love us and like

I know how it feels to need

Oh, when we leave here you'll see

Open to everything happy and sad

Seeing the good when it's all going bad

Seeing the sun when I can't really see

Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today

All that I needed I never could say

Hold on people they're slipping away

Hold on to this while it's slipping away

So long

So long

Open to everything happy and sad

Seeing the good when it's all going bad

Seeing the sun when I can't really see

Hoping the sun will at least look at me

Focus on everything better today

All that I needed I never could say

Hold on to people they're slipping away

 

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Preocupo com o que os outros estão pensando a meu respeito.

Precavendo para conquistar e expandir

… e se expor demais quando há perigos reais.

 

Resisto às “pancadas” da vida .

 

Esperando menos dos outros e dos resultados.

 

Supervisiono meus pensamentos em território fértil para a frustração e decepção.

 

Reprovação dos outros para me sentir bem,

responsabilidade de atribuir meu próprio valor.

 

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“"All that I needed I never could say

Hold on people they're slipping away”

(“Tudo o que precisei eu nunca pude dizer

Agarre-se às pessoas, eles estão escapulindo”)

sábado, 30 de abril de 2011

adverso prazer de simulacros diferentes

tosco /  repetição irritante / orgulho não / vontade

Simulacro de ódio

A verdade pode ser o cotidiano que borrou

bulling boca pra fora /  gostar fingindo descaracterizar
mas ainda não

similitude

imitação com confronto

desconformidade

 

e me falta vontade

vontade

terça-feira, 19 de abril de 2011

a arma dos olhos e os coelhos transgênicos com gene de galinha e cacau

Desconsideremos nossa hipocrisia instituída, retiremos nossas máscaras e sejamos francos.

Não só para um “descrente”, mas para muitos, a Páscoa há muito deixou de significar ressurreição (e eu sei).

Hoje cultivamos coelhos transgênicos com gene de galinha e cacau.

Nunca me esquecerei de minhas teorias infantis de como os coelhos produziam os ovos.  E minha mãe escondia-os e fazia rastros com farinha de trigo.

Eu acreditava, confesso.

Em paralelo, me recordo o quanto eu chorei quando descobri que era meu pai quem comprava os presentes para o Papai Noel. Achei que o danado do velhinho era esperto demais. E quando soube que ele era meu pai? Tive febre.

Hoje, menos inocente, com a macula vestida com “viver”, eu tenho vontade de voltar a acreditar nos “coelhos da páscoa”.

Minha inocência fugiu pela porta dos fundos de um modo tão sorrateiro que nem percebi.

A “inocência” esvai pelas frestas dos dedos, dissipa-se. E assim subitamente nos encontramos sujos e jogados na selva.

Hoje eu parei para pensar: qual foi a última vez que ganhei um ovo de páscoa?

Eu não me lembro.

Goiânia, Praça do Cruzeiro, na calçada de uma daquelas farmácias há sempre uma garota. Com pouco mais que 20 anos, ostenta duas crianças de colo como merchandising de seu pedido de esmola.

“… para o leite.” “… para o pão.” “… para o remédio.” Artifícios? Nem sempre. Às vezes a verdade: o crack não deixa de ser um remédio para a criança-mulher esquecer uma realidade bruta de crescer na rua e nunca ter tido um trajeto branco de farinha de trigo que levasse a algum ovo de páscoa.

Um fluxo constante, mareado de poeira, escorre pelas narinas; olhos negros, arregalados e grandes da filha mais velha de no máximo 2 anos. Com seu vestidinho composto por uma camiseta de campanha política, que há muito deixou de ser branca. Aqueles olhos me renderam por diversas vezes como um “trinta e oito” apontado na testa.

Hoje, eu fiz o mesmo trajeto de sempre e fui ao supermercado. Ao retornar, passando pela Praça do Cruzeiro, eu recebi o melhor “ovo de páscoa” do mundo naquele sorriso de quando entreguei o maior “ovo de páscoa do supermercado”.

Eu não preciso de chocolate. E eu acho que este é o real significado da ressureição.

Este foi o melhor caminho de farinha de trigo que segui em minha vida.

Obrigado menininha de olhos negros, arregalados, grandes e por pouco felizes.

 

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Snow Patrol–Open your eyes

“The anger swells in my guts

And I won't feel these slices and cuts

I want so much to open your eyes

´Cause I need you to look into mine

Tell me that you'll open your eyes”

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Ademais, Feliz Páscoa.

E ressuscitem.

sábado, 16 de abril de 2011

há calma

A serenidade e o vagar contrariam a calma.

 

“De onde vem a calma?”

 

Por diversas vezes eu ironizei e julguei-a como passividade.

Ausência de ato, inércia, indiferença.

E meus conceitos tornaram-se resolutos.

Num baile de máscaras, sem valsa ou tango.

Sem nomes falsos, eu satirizo meu livro inacabado.

 

A calma vem da celeuma.

A calma encontra as frestas do calor da discussão.

A calma é acalorada. É algazarra de fim de noite.

A calma é prima da polêmica.

A calma vem dos pensamentos sórdidos de noites mal dormidas.

A calma  é arrebatadora.

A calma faz chorar, doer.. é um louco, demente.

A calma vem singela jogando charme.

E conquista como um desejo sexual.

A calma é ereção.

O gozo é o desamparo.

O cigarro, o desapego.

A vida é casual.

A calma é o sucesso do acaso.

 

A calma vem do desespero do vício

A calma vem do  segredo da dúvida.

 

A calma é o reflexo de luz indecisa sobre as cartas na nossa mesa.

 

E na diplomacia do medo de não haver o que há por vir, há calma.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

imagem de falsa divindade que é objeto de culto.

sem definição:

 

- Isso acontece ainda agora de você produzir alguma coisa e rasgar?

Eu deixo de lado... Não, eu rasgo sim.

- É produto de reflexão ou de uma emoção?

Raiva, um pouco de raiva...

- Com quem?

Comigo mesma...

- Por que, Clarice?

Sei lá, estou meio cansada...

- Do quê?

De mim mesma...

- Mas você não renasce e se renova a cada trabalho novo?

Bom, agora eu morrí... Mas vamos ver se eu renasço de novo. Por enquanto eu estou morta... Estou falando do meu túmulo.

 

…………

a fábula das cicatrizes de asas coloridas.

 

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A borboleta é considerada um símbolo de ligeireza e de inconstância, de transformação e de um novo começo.

As mariposas de colorações mais vibrantes habitam regiões tropicais, e muitas delas podem ser venenosas, como é o caso da Campylotes kotzchi, nativa da Índia. Essa espécie se alimenta de folhas tóxicas e absorvem um pouco do veneno - é assim que ela escapa do cardápio dos pássaros.

 

Nosso “mercado” tem sido alvo de muitos corvos, urubus e gaviões, que tem o poder instituído por uma comunidade imensa de pardais.

Insossos, os pardais contentam-se com pouco, tão pouco que constroem suas casas nos vãos dos beirais e esquecem o quão linda seria a construção em ambientes mais pitorescos distantes da poluição urbana.

Num mercado de valorização do corpo, deveras alienado, as borboletas temiam o mundo fora do casulo.

Um urubu, renomado deputado, num momento não singular, pensa ser galo e na onda do rouxinol expõe o mais putrefato dos cantos.

Tal qual mágica, os casulos tomaram sua forma mais combalida. E algumas daquelas lagartas que tinham experimentado das mais diversas substâncias tóxicas, ressurgiram, sublimes, com asas coloridas, entretanto marcadas por cicatrizes.

E neste mercado tomado pela cultura ao corpo, algumas destas criaturas mostraram algo a mais.

Algumas que souberam se alimentar do tóxico, tem mostrado cores vibrantes e cada gota da cicuta amarga da vida.

Os pardais, não mais tão insossos, descobriram que os limites da selva de pedra não eram suficientemente cartesianos.

Numa evolução constante, a comunidade resolveu mostrar sua variedade de bicos. Vários descobriram que são gaviões, urubus e corvos. Entretanto vários descobriram o voo longo da gaivota, o mergulho sublime dos martins, o andar desengonçado dos pinguins, a imponência dos cisnes, a alegria das maritacas.

Alguns continuam a ser pardais e só pardais.

Outros descobriram como é lindo o canto do canário belga e tem anunciado a chegada de um mundo sem gaiolas e arapucas.

A grande maioria deles descobriu que estas novas borboletas possuem asas frágeis, de uma cor vibrante, que podem envenenar o mundo, mas que só querem voar por ai.

“Borboleta pequenina saia fora do rosal”

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In a parallel context:

Esta foi uma das postagem de mais difícil denominação. Vale a pena listar as variantes:

  • pássaros coloridos
  • as asas invisíveis
  • o ninho das borboletas
  • quando um pardal sofre metamorfose
  • o veneno para os corvos
  • as penas das borboleta
  • o canto do canário sobre a carniça
  • o fim das gaiolas das borboletas
  • casulos combalidos
  • a instabilidade do mercado quando há uma “borboleta pequenina que vem para nos saudar…”.

domingo, 20 de março de 2011

a arte: surpreender/reinventar…

 

Ontem eu escrevi a seguinte frase num site de relacionamentos:  “Sem clima para qualquer coisa no fds...”

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E… eu superei.

Eu surpreendi a mim mesmo.

Eu reinventei o que “estava escrito”.

E eu não quero escrever nada.

Eu quero reproduzir textos que foram fundamentais para meu sorriso de agora.

 

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“E eu vivo assim, pela metade.
São tantos "eus" a reinventar.
São tantos pedaços a juntar.
Uma nova vida a iniciar...
Ninguém nunca falou que é fácil recomeçar.
A hora que você decide mudar o padrão de uma vida inteira, você se rasga, você se quebra, você se mata.
É uma automutilação.
Um rompimento de regras e parâmetros. É um NÃO intenso para dentro de você.
Uma não-aceitação do seu jeito habitual de viver.
É um grito impaciente.
É o seu "eu" mais íntimo, pedindo para você ficar só, brigando com o outro "eu" mais superficial que diz vai farrear e se joga!
É preciso se desintegrar para renascer, assim como a fênix renasce das cinzas.
Então, faz assim: agora eu me jogo se eu tiver certeza que cairei de pé, ok?! Caso contrário, OUT !!!”

Flávia Tonacci Costa

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“A vida é fruto da decisão de cada momento.
A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades.
Viver é enfrentar desafios.
Todo mundo quer uma vida tranquila e estável, mas não se consegue isso sem luta, esforço e muita coragem. E ninguém quer uma vida medíocre, sem sal nem açúcar. Definitivamente, isso não engrandece a alma.
Medos existem para serem superados, para nos ensinar que sempre vale a pena arriscar.”

Flávia Tonacci Costa

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“O brilho de uma pessoa está no seu poder de surpreender. Surpreender um pai, um amigo. Surpreender qualquer um que se ama. Todos nós criamos expectativas em cima de pessoas, é inevitável. Porém, os mais valorizados são aqueles que superam as nossas expectativas. Afinal, o que realmente se espera é o inesperado.”

Autor Desconhecido

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“"O bom mesmo é não esperar nada de ninguém, assim você não irá se frustrar e pode se surpreender.”

Bruno Repezza

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“Surpreender-se consiste na arte do esquecimento, pois a experiência é o veneno da surpresa. ”

Fábio Saitta

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Sem mais, não vou perder tempo. Não quero oferecer o meu tempo. É um egoísmo necessário. Hoje eu sou novo.

Está chovendo muito lá fora, mas amanhã a previsão é de dia ensolarado.

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sábado, 19 de março de 2011

a eutanásia de meus ideais

(tenho plena consciência que este é um texto que será inteligível para 99% das pessoas)

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Construir parcerias com a sociedade não é fácil.

Há uma sociedade (burra e desinformada) que escolhe.

Uma democracia burra (falsa).

Articular algo justo não é simples.

Soluções conjuntas passam por todas as diferenças que sou, somos e criamos.

Nunca pensei que a hierarquia criada pela meritocracia seria falsa e suja. (Mas é.)

Bem lá no fundo, as minhas últimas chamas de esperança num mundo melhor tem sido bombardeadas por jatos de água com gosto de lágrimas.

Meu idealismo… faz com que me sinta o maior dos imbecis.

Eu sonhei com o empoderamento social…

…a desconstrução da visão tradicional  de que toda comunidade sempre depende de um agente público.

E eu começo a ser tradicional…

Entre a UTI e desvair lento, eu prefiro a eutanásia.

 

E cabe a coletividade a defesa do meio ambiente…

Eu tenho pena dos pandas… e das onças pintadas…

Pois a coletividade é uma mancha que contrapõe ao ideal de mais dígitos na conta de quem eu um dia admirei.

Há pessoas por quem temos desprezo… normal.

Quando seus “ídolos”, últimas esperanças de um país melhor…

tornam-se desprezíveis… você torna-se nada.

Falta chão. Falta vontade de continuar.

 

Meu conjunto imaginário de perfeições, que não podem ser completas, ruiu.

Desculpem por acreditar que vivia num conto de fadas.

Quem sabe não sou apenas mais um ingénuo?

 

Meu ideal: Tornar-se alheio/indiferente a tudo.

Ficar fora de si.

quarta-feira, 16 de março de 2011

a engenharia me embruteceu… a justiça me enrubesceu…

 

Entre os homens nem sempre 2+2 são 4.

 

Eu tive convicção em valores…

 

Não cumprir com princípios é sujo…

E “gastar rios de dinheiro com a formação de garis” não é nada menos.

Menos é gastar rios de dinheiro com alguém que deveria defender os direitos constitucionais da sociedade civil.

 

Gari ---> SOCIEDADE CIVIL

Gari ---> SOCIEDADE CIVIL

Gari ---> SOCIEDADE CIVIL

 

Mais seria o cumprimento da “obrigação de intervir”.

Mais seria a apresentação de resultados sólidos em um país no qual a justiça é lenta.

Mais seria não fazer com que esta lentidão tornasse as leis eficazes.

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Nas ciências exatas a prova é necessária.

Como um anexo de metodologias de cálculo.

Neste caso:

“A lentidão da justiça afeta a sociedade duplamente. Do ponto de vista simbólico, perde-se a credibilidade nas instituições, e do ponto de vista prático, o cidadão é prejudicado diretamente devido a violação de seus direitos. ” ( http://extra.globo.com/casos-de-policia/ana-paula-miranda/justica-lenta-caminho-certo-da-injustica-398388.html )

+

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(Fonte:http://www.diarioweb.com.br/noticias/corpo_noticia.asp?idCategoria=210&idNoticia=106687)

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Mais seria reconhecer que vivemos num país miserável.

Mais seria não se importar com os lançamentos da Dolce&Gabanna.

Mais seria conhecer um pouco mais da sociedade.

Mais seria reconhecer que quem precisa de educação são os menos favorecidos.

Mais seria o Sr. pensar um pouquinho mais no que diz.

Mais seria se todo gari resolvesse depositar seu lixo na porta de tua casa.

Mais seria eu poder citar nomes sem medo de represália.

Mais seria eu poder voltar a acreditar num país melhor.

 

 

Todo advogado deveria conhecer mais as Leis de Newton:

 

1ª Lei de Newton (Lei da Inércia):

"Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças impressas nele"

Sair do gabinete é fundamental. Diminuir salários ou processo de imersão também seriam interessantes.

 

2ª Lei de Newton (Força):

"A mudança do movimento é proporcional à força matriz impressa e se faz segundo a linha reta pela qual se imprime essa força"

Os resultados são proporcionais a quantidade de esforço.

 

3ª Lei de Newton (Ação e Reação):

"A uma ação sempre se opõe uma reação igual, ou seja, as ações de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e se dirigem a partes contrárias "

Reduza o seu salário ao de um gari. A reação seria proporcionalmente interessante.